sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

ORIXAS / Yorimá




YORIMÁ: Esta Linha é conhecida também como Linha de São Cipriano no sincretismo, Linha das Almas, Linha dos Pretos-Velhos. A Vibração de Yorimá é a Potência da Palavra da Lei, Ordem Iluminada da Lei, Palavra Reinante da Lei. Esta Linha é composta dos primeiros espíritos que foram ordenados a combater o mal em todas as suas manifestações. Os Orixás são verdadeiros magos que usam da roupagem fluídica de Pretos-Velhos, ensinando as verdadeiras "mirongas" sem deturpações. São os Mestres da Magia e experientes devido as seculares encarnações. Esta Linha tem como Chefes Principais os Orixás Menores (de 1º Grau) Pai Guiné, Pai Tomé, Pai Arruda, Pai Congo de Aruanda, Mãe Maria Conga, Pai Benedito e Pai Joaquim.
Agradeço a " Climazem Consultoria@hotmail.com, pela foto maravilhosa, obrigado.






SAUDAÇÃO AOS PRETOS VELHOS:



O Navio Negreiro que me trouxe Veio lá da Nação de Nagô Atravessou os Sete Mares Na Terra Santa ele ancorou A chibata já não me rasga o couro Na Aruanda não tem Raça e não tem Cor Somos todos filhos de Olorum Sou Preto Velho da falange de Atotô Saravá Pai Arruda, Pai Joaquim e Pai Mané! Saravá Pai Benedito de Aruanda e também lá da Guiné Com a Vovó Chica, Mãe Cambinda e Maria Conga! Vem a Vovó Catarina e a Vovó Rita Para dos Filhos de Umbanda cortar todas as mirongas Saravá a Todos os Pretos Velhos da Aruanda Eu sou Preto Velho Eu sou curador Eu sou Preto Velho Da Lei de Nagô! Adorei as Almas!



Pretos Velhos Identificam-se pela sua origem africana como do Congo, de Angola, de Guiné, que dizem respeito a sua linha de trabalho e campo de atuação. Marcada pela presença do Negro na Umbanda, de forma nenhuma a religião poderia deixar de homenagear suas origens afro e também a raça que permitiu que muitos espíritos semeadores da nova religião pudessem encarnar no Brasil sem chamar muita atenção. A primeira manifestação relatada da Linha dos Pretos Velhos, é descrita na história de Pai Zélio de Moraes : no dia em que houve a manifestação do Sr. Caboclo das 7 Encruzilhadas, na casa que em seguida seria batizada de Nossa Sra. da Piedade, nesse mesmo dia houve a manifestação de Pai Antônio. O espírito do ex-escravo ali incorporado parecia sentir-se nada à vontade. Curvado, alquebrado, evitou ficar na mesa ali posta para as “-Nêgo num senta não, sinhô ... Nêgo fica aqui mermo... Isso é coisa de sinhô branco, i nêgo deve arrespeitá. Nêgo fica aqui nu toco, qui é o lugá di nêgo” Estava firmada ali, a presença do Preto Velho na Umbanda. E esse trejeito humilde, simples, honesto, sem pedir nada em troca, sempre em nome do Pai Criador, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, essa naturalidade cativa dia a dia os filhos de Umbanda e todos aqueles que procuram ajuda nos templos. E se em suas manifestações trazem plasmadas as formas de suas existências como escravos, saibam que essas falanges acolhem muitos e muitos espíritos afins com suas vibrações de Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Sabedoria e Vida, que não necessariamente foram escravos em suas existências anteriores. A naturalidade de um Preto Velho é indescritível. É algo que sentimos, e se de coração aberto estivermos para absorve-la como benção, então durará muito em nosso íntimo. Ao ver um Preto Velho em terra, pitando seu cachimbo, sentado em seu banquinho, não tenha vergonha, ajoelhe-se e peça sua benção. Com certeza ele está ali, em seu banquinho, baixinho perto do chão, para que segurando em nossas mãos clamem ao criador bênçãos de Paz, Saúde, Harmonia, Prosperidade e Fé, muita Fé!



É rei, é reiÉ rei no seu congá,É rei!..."
Assim diz um dos inúmeros pontos de chamada de Pretos Velhos na Umbanda, que é a forma religiosa mais representativa dos cultos afro no Brasil, contexto cultural em que se expressa com grande força, coberto de prestígio e de carinho este personagem tutelar aos ritos nacionais, reverenciado nas mais variadas formas, o Preto Velho. Religiosidade, sincretismo, etnicidade, subalternidade, seriam alguns dos conceitos que seriam necessários para se construir à altura o tema deste devaneio. Mas justamente porque o devanear não tem um compromisso com teorias ou análises estritamente orientadas (sendo justamente o seu contrário...), permito-me escrever esta peça tal como ela está. Sugiro no entanto que ela seja lida diante da intenção com que está sendo escrita, como algo que remete à prática umbandista "brasileira" e "afro" e sobre a construção que aí ocorre de um dos arquétipos brasileiros, o do Preto Velho. Para tal, passo a contextualizar este personagem que a Umbanda situa entre as entidades de luz, ou espíritos superiores em mérito, junto com outros tipos igualmente idealizados, como os "caboclos", os "mestres", os "orientais", as "crianças". São grupos de espíritos, de vibrações, de sintonias, de diferentes formas de relacionamento com o mundo dos vivos, por assim chamar o mundo dos "encarnados", que estão "na carne", que têm corpo, nós. Ao classificar a espiritualidade, o mundo dos espíritos em "linhas" ou "falanges", Falange dos Caboclos, Linha de Preto Velho, Linha do Oriente (também muito conhecida por "linha dos Ciganos"), a Umbanda expressa a sua ordenação do universo tendo como referencial os domínios da natureza e da civilização, num mundo marginal. A natureza é o reino dos Caboclos, representação idealizada do índio brasileiro, que por sua vez se subdivide em "falanges" (Caboclos de Pena, Caboclos Flecheiros, Caboclos, do Mel) todas elas comprometidas com a mata, com a água doce, com o mel silvestre, com a cura, a "ajuda" e sobretudo com a justiça feita com a proteção do Pai Oxóssi (senhor das matas que preside a Falange dos Caboclos) e suas flechas. No âmbito da civilização, juntamente com outras entidades como os "mestres", está a figura do Preto-Velho, o espírito nacionalmente reconhecido do ex-escravo africano como o tem construído o imaginário religioso brasileiro nos anos de escravatura e sobretudo após a abolição. Na verdade, a afetividade de que se recobre a relação dos Pretos Velhos com seus "filhos brancos" expressa nos rituais sincréticos, remete às relações semi-familiares que se estabeleciam nas casas-grandes e os seus escravos domésticos. Se não, vejamos, no ideário nacional (e na prática "real”,concreta naquele passado), a Mãe Preta se situa mansamente como um terceiro elemento na díade mãe-filho, surgindo aí relações muito fortes de carinho e solidariedade das três partes: da Sinhá, da escrava e do menino branco, que não raro na literatura romântica aparecem aliados em confronto com a vontade férrea e patriarcal do homem branco, senhor de terras, dono de mulheres, de escravos e de meninos. Eu diria ser este um substrato fundamental à re-criação e à reabsorção do escravo africano pela sociedade brasileira na Umbanda, mediante a construção do personagem do Preto Velho. Mesmo liberto, esse espírito continua vivendo no imaginário religioso de muitos brasileiros. Um desses modos de presença é a representação do ex-escravo negro que retoma a sua relação com a sociedade nacional, com os "filhos brancos" a cada sessão de Umbanda.
O Contexto:



As reuniões rituais ou "sessões" costumam ocorrer em espaços determinados, sejam partes de quintais (os "terreiros") ou aposentos domésticos que algumas famílias dedicam para esse fim. Ali se mantém um pequeno altar, o "congá", onde se encontram imagens de entidades e de alguns santos católicos como N.S. da Conceição, o Sagrado Coração de Jesus, Santa Bárbara, São Jorge, São Sebastião, e ainda figuras como o Padre Cícero do Juazeiro. Estes santos aí estão representando orixás africanos (Oxum, Iansã, Ogum, Oxóssi, Xangô), ao mesmo tempo que são invocados em mistura com a identidade católica que os recobre. É interessante observar a esta altura, uma das inversões simbólicas que ocorre com frequência no ritual: como no tempo em que estes rituais tomavam a forma de "batuques" nas senzalas, o santo "branco" encobre e de certo modo viabiliza o orixá negro, enquanto o espírito do escravo abriga uma alma generosa, mansa e "branca



No "congá" acendem-se as velas, coloca-se a água para a fluidificação que é feita pelas entidades no decorrer do ritual e que se bebe na saída, as flores , as plantas, as substâncias a que as diferentes "linhas" costumam se referir e utilizar nos rituais.A arruda e os cravos brancos para os Pretos-Velhos, a jurema e o mel para os caboclos, rosas, lenços de seda e às vezes vinho tinto para os ciganos, e assim por diante. Iniciando o culto, o grupo canta fazendo a "chamada das linhas" através de fórmulas, os "pontos de descida ou de chamada", em que os espíritos são exortados a se comunicar e os "pontos de subida ou de despedida" com que se reverenciam e despedem os espíritos, facilitando e sinalizando a incorporação dos espíritos nos médiuns e a comunicação entre os dois mundos.



O ordenamento dessa "chamada" varia muito de ambiente para ambiente, mas costuma-se abrir as sessões "chamando" um Preto Velho que não raro é o mentor do culto. Assim é que se "chama" a Linha dos Pretos que também recebe os nomes de "Linha dos Africanos", "Linha do Congo", etc.



Com o objetivo de ilustrar estas considerações, reproduzo alguns "pontos" que tomo como um discurso dirigido aos espíritos dos Pretos Velhos e que a eles se refere, atraindo-os, reconstruindo-os, reforçando a sua imagem idealizada, com forte conteúdo afetivo e emocional. O que se segue é um dos "pontos de chamada" bastante conhecido, em que se explicita a força dada por Oxalá, Deus, o Pai Superior, aos africanos aqui desencarnados nos troncos , pelourinhos e senzalas:
"Arruda tem luzTem poder e tem valorArruda tem forçaDo pai superior
É rei ,é reiÉ rei no seu congáÉ rei, é reiE vem para ajudar!"
Com fórmulas assim se invocam Pai João d'Angola, Pai Arruda, Pai Benedito, o Preto Velho do Menino Jesus e tantos outros "pais" e "avós" que são a representação dos ex-escravos nesta sua forma de permanência entre nós. É bastante comum que as entidades masculinas sejam chamadas de "pai" enquanto as Pretas Velhas são geralmente "vovós" que distribuem proteção, conforto moral, conselhos e receitas a quem os procura. Curiosamente nunca tomei conhecimento de que "vovós" fossem chamadas na abertura dos rituais, tendo elas no entanto também grande mérito e poder, em nada ficando a dever aos Pretos na hierarquia dos rituais e na procura das pessoas:
"É bonito e tem que verPau sêco florarÉ bonito e tem que verAs pretas velhas trabalhar!"



É grande a quantidade de "pontos" de que estes são representativos enquanto associação dos espíritos dos africanos às flores, à idade avançada, a humildade, generosidede e doçura no trato com os "filhos brancos" com quem interagem em termos de parentesco simbólico. Geralmente idosos, cegos, mutilados ou trêmulos, os espíritos incorporados nos médiuns ouvem queixas e pedidos dos "filhos brancos", dão conselhos, prometem a ajuda, força e preces, pedem paciência, fé e receitam chás de entrecascas, de perfume, arroz, arruda, cominho, cravo branco, comunicando-se num modo de falar também sujeito a variações mas fundamentalmente manso e o mesmo em todos os ambientes, repetindo-se sempre a frase "i zi gaci di Deus" ou simplesmente "gaci di Deus (graças a Deus):
"I zi fi zabancado i zi gaci di Deus picisá dus abanhado i ni xopana di fi"
para dizer que:
"O filho branco na graça de Deus vai precisar de uns banhos na casa do filho"



Ou ainda, no mesmo tom meigo e paternal,
“Gaci di Deus, o fi tuma us banho dos cravo e arruda machucadim, mai é picisi rezá pa saúde di i dá tomém us banho no galiba di fi, i zi gaci di Deus que significa:
“Na graça de Deus o filho toma os banhos de cravo com arruda machucadinhos mas é preciso rezar para a saúde e também dar banhos na criança do filho, nas graças de Deus



Vale ressaltar um detalhe significativo na relação do Preto Velho com os seus filhos (i zi fi) que poderia instigar a mais um estudo dos fenomenos simbólicos e relações que ocorrem no âmbito dos rituais de Umbanda. Mesmo que se trate de mestiços, morenos, mulatos, "pardos" e até mesmo de negros, uma vez em consulta com um Preto Velho todos são "filhos brancos" (i zi fi zabancado), não parecendo ser a expressão "branco" neste caso um referencial étnico mas antes outros construto que é o da nomeação pelas "linhas de Congo" dos seus "filhos brancos". No processo de ajuda, aconselhamento e consolo propiciado pelo contato com os Pretos Velhos, estes se apresentam (e são apresentados nos "pontos") cheios de mérito junto ao Pai Superior, a Jesus e à Virgem Maria, em grande medida pelos tormentos da sua vida de escravo na terra, uma espécie de resgate dos sofrimentos, mutilações, castigos e humilhações cujas marcas guardam na espiritualidade e que lhes foram inflingidos pela mesma sociedade a quem eles hoje vêm cuidar e consolar. São indicativos disso os "pontos de chamada" e de "despedida":
Pai Arruda vai baixarPros seus filhos ajudarCom a força de JesusEle vem pra trabalhar"
E no momento da despedida:
"Lá vai os Preto Velho Subindo pro céu E Nossa Senhora Cobrindo com o véu"



Nos "pontos de Preto Velho" há também referências à negritude e ao trabalho, como se pode ver a seguir:
Quem arreia na linha de Congo É de Congo, é de Congo, aruê! Quem arreia na linha de Congo Agora é que eu quero ver.
Preto com preto, Calunga, Eu também sou preto, Calunga, Na terra dos preto, Calunga,Todo mundo é preto, Calunga!"
E no "ponto de Preta Velha":
Vovó não quer Casca de côco no terreiro Vovó não quer, Casca de côco no terreiro Que é pra não lembrar.Dos tempo dos cativeiro. Que é pra não lembrar.Os tempo dos cativeiro"
A inversão simbólica dos valores da hierarquia prevalecente na ordem social brasileira é um dos fenômenos que mais caracterizam os cultos afro-brasileiros. Nestes contextos, o "menos" passa a ser "mais", os últimos são os primeiros e o subalterno adquire um poder que pode chamar-se mágico. No caso do Preto Velho, a via para essa "ascensão" que se realiza durante os rituais foi o sofrimento a ele imposto pela mesma sociedade que a ele hoje se filia e se ajoelha aos seus pés por proteção e ajuda, como tive oportunidade de dizer há pouco. Esse sofrimento o teria purificado e "tisnado" de branco, outorgando-lhe na Aruanda (a província espiritual e mítica para onde foram as almas dos escravos), a proximidade com Oxalá, o Pai Superior, como vemos no seguinte "ponto de chegada":
"Vovó vem conduzindo A toalha do seu Congá Ela vem enfeitada de rosas Trazendo a coroa do Pai OxaláTrazendo a coroa do Pai Oxalá".

Também chamado de OSSANHA, esse orixá é o senhor das folhas. Seus domínios são a cura e a magia. As palavras mágicas que ativam os poderes das plantas são conhecidas apenas pelos sacerdotes de Ossaim. Os antigos mitos africanos ensinam que os vegetais são capazes de revigorar os próprios deuses! Ossaim é filho de Iemanjá e Oxalá e está associado a São Benedito.


KOSI EWE, KOSI ORIXÁ. Esse ditado popular do Candomblé, significa "Sem folhas não há orixás".

O detentor do axé, a força indispensável a todos os Orixás, é o SENHOR DAS FOLHAS, DIVINDADE DAS PLANTAS MEDICINAIS E LITÚRGICAS, Ossaim ou Ossanhe é o Orixá das florestas, o Senhor das Folhas, cascas e raízes, o absoluto regente da Amazônia e grande responsável por pressões internacionais pela preservação ambiental naquela região.
Nenhuma cerimônia do Candomblé pode ser feita sem a sua presença, sendo ele o detentor da força, do Axé, indispensável para todas as divindades.
O nome das plantas, seus usos e as rezas que despertam seu poder são componentes altamente secretos do ritual do Candomblé. Uma lenda demonstra sua importância.Ossaim teria sido comprado como escravo por Orunmilá, que ordenou que fosse arar seu campo para plantio. Quando chegou ao local, Ossaim recusou-se a cortar uma a uma as ervas daquele campo, pois elas eram úteis para curar febre, cólicas e dores diversas. Sabendo disso, Orunmilá não se irritou. Ao contrário, decidiu que Ossaim estaria sempre a seu lado, para explicar-lhe as virtudes de cada planta.
O arquétipo de Ossaim é o das pessoas equilibradas, capazes de controlar sem esforço seus impulsos emocionais.
REGÊNCIAS
Coresverde e branco, verde e vermelho
Diaterça-feira
Naturezaflorestas, selvas, folhas, árvores, raiz
Metaisferro, prata, bronze, estanho, latão.
Pedrasesmeralda, granada.
Perfumescardo santo, Vítess, pinho, Sauvage.
Como usarpassar pelo corpo às terças-feiras, alternando as frangrâncias.
Filhos famososPlatão, Chico Mendes, Lavoisier, Oswaldo Cruz.
Talismãfio de contas verde e branco.
Oferendasaipim assado na brasa, farinha de mandioca, fumo de rolo e tiquira.
OSSAIM NO CANDOMBLÉ:


deus das ervas, dono das matas, orixá da medicina, da cura, da convalescença. Mestre do poder curativo das ervas, que proporciona o Axé das plantas, ou seja, a força vital, imprescindível à realização de qualquer ritual nos Cultos Africanos. Ossain é a mágica das folhas, tornando mágicas também a sua convivência com os seres humanos. É o pai da fitoterapia; tem influência na homeopatia, aquele que gera a capacidade de cura pela ingestão ou aplicação de plantas medicinais; nos consultórios, nas cirurgias, na farmácia, nas pesquisas químicas e científicas. Ele é o alquimista, o mágico, o senhor das poções mágicas e curativas, o bruxo, o médico dos orixás.
Conhecedor profundo do segredo de todas as ervas.
Toda vez que queimamos uma floresta, desmatamos, cortamos árvores, ou simplesmente arrancamos folhas desnecessariamente, estamos violando a natureza, ofendendo seriamente essa força natural que denominamos Ossain.
Assim, todo orixá que precisava de uma erva ou planta devia em primeiro lugar pedir a Ossain, que cobrava por estes trabalhos, aceitando como pagamento mel, fumo, etc.…
Até que um dia Xangô passou a achar que todos os orixás deveriam ter o conhecimento das ervas, e pediu a Oia-Iansã que convencesse Ossain a dividir com os demais os segredos e os mistérios das plantas. Oia-Iansã sacudiu sua saia provocando grande ventania, espalhando as folhas para todos os orixás, para que cada um exercesse poder sobre uma delas. Em meio a ventania, Ossain repetia sem parar: Eu, eu assa!, que significa "Oh, folhas!". Embora cada orixá tenha se apossado de um tipo de folha, com esta reza Ossain evitou que seu poder fosse distribuído com eles, pois só ele conhecia o axé de cada uma delas conservando só para ele o poder sobre elas.

Orixas/ Ossossi/ Ossaim


Historia:


Divindade da caça que vive nas florestas. Seus principais símbolos são o arco e flecha, chamado Ofá, e um rabo de boi chamado Eruexim. Em algumas lendas aparece como irmão de Ogum e de Exú. Oxossi é o rei de Keto, filho de Oxalá e Yemanjá, ou, nos mitos, filho de Apaoka (jaqueira). É o Orixá da caça; foi um caçador de elefantes, animal associado à realeza e aos antepassados. Diz um mito que Oxossi encontrou Iansã na floresta, sob a forma de um grande elefante, que se transformou em mulher. Casa com ela, tem muitos filhos que são abandonados e criados por Oxum. Oxossi vive na floresta, onde moram os espíritos e está relacionado com as árvores e os antepassados. As abelhas pertencem-lhe e representam os espíritos dos antepassados femininos. Relaciona-se com os animais, cujos gritos imita a perfeição, e caçador valente e ágil, generoso, propicia a caça e protege contra o ataque das feras. Um solitário solteirão, depois que foi abandonado por Iansã e também porque na qualidade de caçador, tem que se afastar das mulheres, pois são nefastas à caça. Está estreitamente ligado a Ogum, de quem recebeu suas armas de caçador. Ossãe apaixonou-se pela beleza de Oxossi e prendeu-o na floresta. Ogum consegue penetrar na floresta, com suas armas de ferreiro e libertá-lo. Ele esta associado, ao frio, à noite, à lua; suas plantas são refrescantes. Em algumas caracterizações, veste-se de azul-turquesa ou de azul e vermelho. Leva um elegante chapéu de abas largas enfeitados de penas de avestruz nas cores azul e branco. Leva dois chifres de touro na cintura, um arco, uma flecha de metal dourado. Sua dança sumula o gesto de atirar flechas para a direita e para a esquerda, o ritmo é "corrido" na qual ele imita o cavaleiro que persegue a caça, deslizando devagar, às vezes pula e gira sobre si mesmo. É uma das danças mais bonitas do Candomblé.
Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossaê, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usadas nos rituais de Umbanda.Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência.Segundo as lendas, participou também de algumas lutas, mas não da mesma maneira marcante que Ogum.No dia-a-dia, encontramos o deus da caça no almoço, no jantar, enfim em todas as refeições, pois é ele que provê o alimento. Rege a lavoura, a agricultura, permitindo bom plantio e boa colheita para todos. Segundo Pierre Verger, o culto a Oxossi é bastante difundido no Brasil mas praticamente esquecido na África. A hipótese do pesquisador francês é que Oxossi foi cultuado basicamente no Keto, onde chegou a receber o título de rei. Essa nação, porém foi praticamente destruída no século XIX pelas tropas do então rei do Daomé. Os filhos consagrados a Oxossi foram vendidos como escravos no Brasil, Antilhas e Cuba. Já no Brasil, o Orixá tem grande prestígio e força popular, além de um grande número de filhos. O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos dos índios brasileiros sobre a mata ser região tipicamente povoada por espíritos de mortos, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo, um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País. Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos, alguns filhos de Oxossi o identifiquem não com um negro, como manda a tradição, mas com um Índio. Oxossi é o que basta a si mesmo. A ele estiveram ligados alguns Orixás femininos, mas o maior destaque é para Oxum, com quem teria mantido um relacionamento instável, bem identificado no plano sexual, coisa importante tanto para a mãe da água doce como para o caçador, mas difícil no cotidiano, já que enquanto ela representa o luxo e a ostentação, ele é a austeridade e o despojamento.


Em tempos distantes, Odùdùwa, Rei de Ifé, diante do seu Palácio Real, chefiava o seu povo na festa da colheita dos inhames. Naquele ano a colheita havia sido farta, e todos em homenagem, deram uma grande festa comemorando o acontecido, comendo inhame e bebendo vinho de palma em grande fartura. De repente, um grande pássaro, pousou sobre o Palácio, lançando os seus gritos malignos, e lançando farpas de fogo, com intenção de destruir tudo que por ali existia, pelo fato de não terem oferecido uma parte da colheita as feiticeiras Ìyamì Òsóróngà. Todos se encheram de pavor, prevendo desgraças e catástrofes. O Rei então mandou buscar Osotadotá, o caçador das 50 flechas, em Ilarê, que, arrogante e cheio de si, errou todas as suas investidas, desperdiçando suas 50 flechas. Chamou desta vez, das terras de Moré, Osotogi, com suas 40 flechas. Embriagado, o guerreiro também desperdiçou todas suas investidas contra o grande pássaro. Ainda foi, convidado para grande façanha de matar o pássaro, das distantes terras de Idô, Osotogum, o guardião das 20 flechas. Fanfarrão, apesar da sua grande fama e destreza, atirou em vão 20 flechas, contra o pássaro encantado e nada aconteceu. Por fim, todos já sem esperança, resolveram convocar da cidade de Ireman, Òsotokànsosó, caçador de apenas uma flecha. Sua mãe, sabia que as èlèye viviam em cólera, e nada poderia ser feito para apaziguar sua fúria a não ser uma oferenda, uma vez que três dos melhores caçadoresfalharam em suas tentativas. Ela foi consultar Ifá para Òsotokànsosó. Os Babalaôs disseram para ela preparar oferendas com ekùjébú (grão muito duro), também um frango òpìpì (frango com as plumas crespas), èkó (massa de milho envolta em folhas de bananeira), seis kauris (búzios). A mãe de Òsotokànsosó fez então assim, pediram ainda que, oferecesse colocando sobre o peito de um pássaro sacrificado em intenção e que oferecesse em uma estrada, e durante a oferenda recitasse o seguinte: "Que o peito da ave receba esta oferenda". Neste exato momento, o seu filho disparava sua única flecha em direção ao pássaro, esse abriu sua guarda recebendo a oferenda ofertada pela mãe do caçador, recebendo também a flecha certeira e mortal de Òsotokànsosó. Todos após tal ato, começaram a dançar e gritar de alegria: "Oxossi! Oxossi!" (caçador do povo). A partir desse dia todos conheceram o maior guerreiro de todas as terras, foi referenciado com honras e carrega seu título até hoje. Oxossi.




ELEMENTOS E SÍMBOLOS
DIAQuinta-feira

FESTA 23 de abril, dia de São Jorge, com quem está identificado

CORES Verde, azul e escarlate; azul-turqueza e azul com dourado.

TALISMÃ Fio de miçangas azuis-turquesa banhado em água de folha-da-costa. Usar no pescoço, pulso ou cintura. No Candomblé: missangas verdes.

METAL Cobre, latão e ferro (Brasil). Madeira (África)

PEDRA Turquesa e topazio.

PERFUMES Selva, silvestre, Brut, Amazone, Madeira.

COMO USAR Passar no corpo, um a cada quinta-feira.

FILHOS FAMOSOS São Sebastião, George Washington, José do Egito, S.Mateus.

SACRIFÍCIOS Porco,bode, boi, galo e conquém (galinha-d'angola).

OFERENDAS Axóxo (papa de milho com coco), caças em geral, frutas.Ipeté, entregues no pé de uma árvore, no mato.

PARTES DO CORPO Ante-braço, braço, cabelo e pulmão.

PROFISSÃO Artes, publicidade, jornalismo, advogados, biólogos e veterinários.

TOQUES Agere (preferido), Ilù, Adahun, Ego.

DOMÍNIOS Matas, fotosíntese, caça, alimento e sustento.

NATUREZA Florestas, selvas, árvores, alagados.

SAUDAÇÃOOKÊ!
O grito pelo qual se anuncia lembra um latido de cachorro.Na Umbanda, é saudado com: Ode, òkè àró (Salve, oh Caçador)

VELA Verde (claro ou forte), na mata fechada, às 5ª feiras, às 18 horas.
SÍMBOLOS
Suas insígnias são o OFÁ (arco e a flecha de metal, conjugados), e o IRUKERÉ (espanta-mosca - símbolo dos Reis na África e afugentador e dominador de Égúns); e os Oge - Chifres de touro - chamados Olugboohun (o Senhor escuta minha voz), que é um poderoso meio de comunicação entre o Aiyé e Orún.
O IRÚKÉRÉ ou ÉRÚKÉRÉ é uma espécie de cetro feitos com pelos do rabo de touro, presos a um couro duro, constituindo um cabo, e revestido com um couro fino, ornado com contas e cauris (búzios). É um dos principais instrumentos dos caçadores e detém poderes sobrenaturais.
Na África nem um caçador, se aventuraria, a ir à floresta sem seu írúkéré. É preparado com pós e remédios de diversos tipos, assim como folhas e fragmentos triturados dos animais sacrificados. Antes de serem presas, as raízes dos pelos devem durante algum tempo, ficar imersas num pote com uma combinação de elementos que constituem um axé especial, que lhe conferirá suas atribuições necessárias.
Não é apenas mais um emblema, tem o poder de manejar e controlar todo tipo de espíritos da floresta. Os pelos do rabo - parte posterior (poente) - representam os ancestrais, espíritos de animais e de todo tipo de espírito da floresta. O Irukeré só era usado pelos reis africanos, pendurado no saiote.
Oxossi é o único Orixá que entra na mata da morte, joga sobre si um pó sagrado, avermelhado, chamado AROLÉ, que passou a ser um de seus dotes. Este pó o torna imune a morte e aos EGUNS.
OXOSSI é um orixá que revela a importância da caça entre os povos africanos, com reflexos no culto religioso. Sendo um caçador, lembrando que antigamente na África os caçadores eram os responsáveis pelo sustento e manutenção das aldeias, é o Orixá que garante a fartura, sustento, alimentação e prosperidade ao ser-humano. Muitas vezes é chamado de Odé Wawá, ou seja, "Caçador dos Céus".
Ele é considerado a divindade da fartura, da abundância, da prosperidade. Em seu lado negativo, porém, pode ser também o pai da míngua, da falta de provisão. Deus da caça, das úmidas florestas, com o Ofá abate os javalis, as feras, É o invencível caçador.
Rei Oxossi, senhor do Keto, rodeado de animais, usa capanga e um elegante chapeú de couro de abas largas enfeitado de penas de avestruz nas cores azul e branco. Leva dois chifres de touro na cintura, além do arco e uma flexa de metal dourado, Ele dança com arco e flecha numa mão e na outra com o Irukérê. Usa saiote de plumas verdes ou multicores; penacho e capacete verdes. Pulseiras e braceletes de bronze. Algumas vezes veste-se de azul-turqueza ou de azul e vermelho. Sua dança é mímica de uma caçada e simula o gesto de atirar flechas para a direita e para a esquerda, o ritmo é "corrido" na qual ele imita o cavaleiro que persegue a caça, deslisando devagar, às vezes pula e gira sobre si mesmo. É uma das danças mais bonitas do Candomblé. Sua comida preferida é a carne de porco. Gosta também de bode e galo mas não tolera feijão branco.
Na qualidade de de caçador, Oxossi tem sua casa ou assento no quintal do candomblé, quase sempre no meio de arbustos e folhagens. Além de Oxossi, também Exu, Ogun e Ossãe têm a habitação ao ar livre e, como insígnia, um objeto de ferro forjado. As quatro divindades estão intimamente interligadas.



Insignia de Oxossi
Oxossi, em sua atividade venatória, penetra na mata e é Exu quem o ajuda e orienta; é Exu quem lhe abre os caminhos. Esses caminhos, porém, são dificultados pela galharia enredada, espinhos, cipós, imprevistos. Aí ocorre Ogun, de quem Oxossi seria filho ou irmão caçula. E Ogun, com sua espada, limpa os caminhos para a penetração do caçador divino. Uma vez dentro da mata, Oxossi está nos domínios de Ossãe, o que reina sobre os vegetais. E Ossãe ensina-o a conhecer as ervas que curam os homens e os animais, bem como as plantas sagradas, que entram na liturgia dos orixás.
Está estreitamente ligado a OGUM, de quem recebeu suas armas de caçador. Conta a lenda que OSSÃE apaixonou-se pela beleza de OXOSSI e prendeu-o na floresta. OGUM consegue penetrar na floresta, com suas armas de ferreiro e libertá-lo. Ele está associado ao frio, à noite, à lua; suas plantas são refrescantes.
Nos mitos falam que Oxossi é filho de APAOKA (jaqueira). Que ele foi o caçador de elefantes, animal associado à realeza e aos antepassados. E há um mito que conta que OXOSSI encontrou IANSÃ na floresta, sob a forma de um grande elefante, que se transformou em mulher. Casa com ela, tem muitos filhos que são abandonados e criados por OXUM. Oxossi vivendo na floresta onde moram os espíritos, está relacionado com as árvores e os antepassados. As abelhas pertencem-lhe e representam os espíritos dos antepassados femininos. Relaciona-se com os animais, cujos gritos imita a perfeição; é um caçador valente e ágil, generoso, propicia a caça e a pesca, e protege contra o ataque das feras. Seu ILÁ (canto), conforme sua qualidade, parece o cantar de um pássaro ou o berro de um animal. É um solitário solteirão, depois que foi abandonado por IANSÃ e também porque na qualidade de caçador, tem que se afastar das mulheres, pois elas são nefastas à caça.


Das duas velhas negras africanas que fundaram na Bahia o candomblé do Engenho velho, pai de todos os outros, uma era filha de Oxossi. (A outra, de Xangô). As filhas-de-santo desse candomblé trazem ao ombro um longo chicote de crina, atributo de Oxossi, como vimos acima. E os cânticos desse orixá, observa Edison Carneiro, "revelam fortes revivências totêmicas e, por vezes, vestígios de culturas desaparecidas já, como o culto das árvores". Também é a casa de Oxossi o ilustre candomblé do Gantois, que tem em Menininha (Escolástica Maria da Conceição Nazaré) a mais famosa iyalorixá da Bahia, que completou mais de meio século de "feita" e que já passou para o outro plano de existência.
Nas festas, manifestado, Oxossi apresenta-se com saiote armado e calças rendadas, na cabeça um chapéu ou gorro com enfeites de contas e outros. Descreve Edison Carneiro: "Veste-se principescamente, de manto aos ombros. Algumas vezes tem o citado chapéu de couro, de feltro ou de veludo". Além de empunhar seus símbolos, já citados, pode trazer, ainda, espingarda, aljava, capanga e bichos de penas dependurados no cinto.
No século XIX o reino de Kêto foi destruído e saqueado pelas tropas daomeanas. Seus habitantes, entre os quais adeptos de Oxossi, foram escravizados e vendidos para o Brasil e Cuba. Eis por que o culto de Oxossi, muito propagado entre nós, hoje praticamente inexiste na África. Observa Pierre Verger que ainda existem, em Kêto, os locais onde Oxossi recebia oferendas e sacrifícios, mas não há quem saiba ou deseje cultuá-lo.
Nos candomblés jejes existe um Oxossi denominado Aguê, filho de Mawu e Lissa(Nota: para os fon (Daomé), Naná Buruku é mãe do casal de gêmeos Lissa (homem) e Mawu (mulher), o Adão e a Eva dos negros, dos quais descende toda a humanidade). Além do Erukêré, tem como insignia um pequeno bastão, encimado por um pássaro, pendentes dois pequenos cordões com um cacho de búzios na extremidade. Aguê vive sempre nas matas e é o porta-voz de OSSÃE, orixá que raramente se incorpora numa filha-de-santo.
Outra forma de Oxossi é Inlê ou Ibualama, casado com Oxum. Incorporado, Inlê dança segurando o amparo, um açoite formado por três tiras largas de couro, com que se autocastiga. Inlê e Oxum tiveram um filho, de nome Logunedê.
Oxossi identifica-se com São Jorge, tendo como efígie o santo a cavalo, combatendo com a lança o dragão a seus pés. Nos xangôs do Recife, identificado com São Miguel, é mais conhecido como Odé e confundido com o Sultão, um caçador emerso dos candomblés-de-caboclo.
OXOSSI NA UMBANDA
Como ocorre com os encantados dos candomblés-de-caboclo, na umbanda Oxossi multiplica-se numa infinidade de personificações do índio.
Oxossi é o dono de uma das "sete linhas" de santos umbandistas, desdobrada nas legiões de Urubatã, Araribóia, Caboclo 7 Encruzilhadas, Peles Vermelhas (Águia Branca), Tamoios (Grajaúna), Cabocla Jurema e Guaranis (Araúna).
Santo de grande popularidade, personificado na figura do Caboclo, isto é, do índio, Oxossi por vezes se apresenta ostentando um cocar e portando um arco e uma flecha. Sua cor é o verde. Sacrificam-se a Oxossi frangos ou galos carijós. Suas comidas de milho, amendoim, coco ralado e mel. Bebe vinho tinto.
As "obrigações" de Oxossi são feitas na mata, de preferência sob mangueira ou outra árvore frondosa. Acendem-se velas verdes e deixa-se, além das comidas do santo, vinho tinto com fitas verdes no gargalo da garrafa. Gosta de milho verde em espiga ou seco a granel, átgua de coco, eucalipto, girassol, latão, sândalo, calcite. É representado pelos seus falangeiros, caboclos bugres e de penas. Sua saudação é: Okê bamboclima!
No Rio de Janeiro, Oxossi é São Sebastião, o padroeiro da cidade, com festa celebrada dia 20 de janeiro. Nesse dia, além de baterem nos terreiros, são levadas oferendas e realizadas cerimônias nas matas. Nas pequenas florestas cariocas, como na Gávea e no Alto da Boa Vista, existem clareiras entre as árvores, feitas especialmente para as "macumbas". Para o dia 20 de janeiro são cuidadosamente varridas e, em alguns casos, enfeitadas com folhagens, bambus e bandeirinhas coloridas de papel de seda. Logo virão os filhos e as filhas-de-santo, com seus trajes brancos rituais. Ressoarão os atabaques e serão entoados os pontos, isto é, os cânticos de evocação e louvor. A cerimônia será realizada com o mesmo ritual de sempre. Do terreiro urbano desloca-se a festa de Oxossi para o seu reino, no recesso da mata.